quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Fungos




No   ciclo reprodutivo de alguns fungos aquáticos, há a produção de gametas flagelados, que se fundem e geram zigotos que produzirão novos indivíduos. Nos fungos terrestres, existe um ciclo de reprodução no qual há produção de esporos por meiose. Desenvolvendo-se, esses esporos geram hifas haploides que posteriormente se fundem e geram novas hifas diploides, dentro dos quais ocorrerão novas meioses para a produção de mais esporos meióticos. A alternância de meiose e fusão de hifas (que se comportam como gametas) caracteriza o processo como sexuado.
O esquema da figura  abaixo ilustra um ciclo de reprodução genérico, válido para a maioria dos fungos. Muitos alternam a reprodução sexuada com a assexuada. Em outros, pode ocorrer apenas reprodução sexuada ou apenas a reprodução assexuada.


De modo geral, a reprodução sexuada dos fungos se inicia com a fusão de hifas haploides, caracterizando a plasmogamia (fusão de citoplasmas). Os núcleos haploides geneticamente diferentes, provenientes de cada hifa parental, permanecem separados (fase heterocariótica, n + n).
Posteriormente, a fusão nuclear (cariogamia) gera núcleos diploides que, dividindo-se por meiose, produzem esporos haploides. Esporos formados por meiose são considerados sexuados (pela variedade decorrente do processo meiótico).
Algumas curiosidades merecem ser citadas a respeito da fase sexuada da reprodução:
  • antes de ocorrer plasmogamia, é preciso que uma hifa "atraia" a outra. Isso ocorre por meio da produção de feromônios, substâncias de "atração sexual" produzidas por hifas compatíveis;
  • em muitos fungos, após a plasmogamia decorre muito tempo (dias, meses, anos) até que ocorra a cariogamia;
  • a produção de esporos meióticos, após a ocorrência de cariogamia, se dá em estruturas especiais, freqüentemente chamadas de esporângios.





Filtros polarizadores

Microscópio de luz incidente Leica DMRX com platina mecânica e contador de pontos automático Swift E para análise da composição orgânica de amostras de rochas e carvão.
Um microscópio petrográfico ou microscópio de luz polarizada é um tipo de microscópio óptico usdo em petrografia (um ramo da petrologia) e mineralogia óptica para identificar rochas ou minerais em lâminas delgadas.
Dependendo das necessidades de observação, os microscópios petrográficos são derivados de microscópios convencionais de capacidades básicas semelhantes, através de:
§  adição de um aparelho polarizador ao sistema de iluminação;
§  substituição da platina normal por uma platina rotativa (tipicamente graduada com nónio para leitura das orientações com precisão superior a um grau);
§  adição de um segundo aparelho polarizador rotátil e removível entre a objetiva e a ocular.
O uso de um polarizador permite a observação sob luz polarizada simples, enquanto que o uso de dois polarizadores permite a análise sob luz polarizada cruzada. Para a observação da figura biaxial de minerais uniaxaiais e biaxiais produzida sob luz polarizada convergente, os microscópios petrográficos permitem a adição de lentes, ou a remoção da lente da ocular e a desfocagem deliberada.
Além das modificações ao sistema óptico do microscópio, os microscópios petrográficos permitem a inserção de filtros especialmente cortados e orientados de minerais biaxiais (cunha de quartzo, placas de mica de quarto de onda e de meia onda), no conjunto óptico entre os polarizadores para identificar birrefringênciapositiva e negativa.



Preparação do espécime
A luz que forma a imagem passa através do espécime e, dessa maneira, ele é observado. Quanto mais espesso ele for, menos luz o atravessa. Quanto menos luz passar através dele, mais escura ficará a imagem. Por essa razão os espécimes devem ser finos (0,1 a 0,5 mm). Muitos espécimes vivos devem ser cortados em secções finas antes de serem observados. Espécimes de rocha ou semicondutores sãomuito espessos para serem seccionados e observados pela transmissão da luz, de modo que são observadospela luz refletida de suas superfícies.
Um dos principais problemas na observação de espécimes (ou amostras) sob o microscópio é que as imagens não possuem muito contraste. Isso acontece principalmente em relação aos espécimes vivos (como é o caso das células), embora pigmentos naturais como o verde das folhas possam dar bom contraste. Uma forma de melhorar o contraste é tratar o espécime com pigmentos coloridos, ou corantes, que se ligam às estruturas específicas dentro dele. Tipos diferentes de microscopia foram desenvolvidos para melhorar o contraste nos espécimes. As especializações encontram-se principalmente nos sistemas de iluminação e nos tipos de luz que atravessam o espécime. Por exemplo, um microscópio de campo escuro usa um condensador especial para bloquear a maior parte da luz brilhante e para iluminar o espécime com luz oblíqua, de forma semelhante ao que a lua faz quando bloqueia a luz do sol durante um eclipse solar. Esse ajuste óptico fornece um plano de fundo totalmente escuro e aumenta o contraste da imagem para salientar pequenos detalhes - áreas brilhantes nos limites da amostra.
As diversas técnicas da microscopia de luz são: campo claro, campo escuro e iluminação de Rheinberg.
·         Campo claro - é a configuração básica do microscópio (as imagens vistas até agora são todas de microscópios de campo claro). É uma técnica que tem muito pouco contraste. Nas imagens mostradas até agora, grande parte do contraste foi obtida tingindo-se os espécimes.
·         Campo escuro - essa configuração aumenta o contraste, como mencionado anteriormente. 
·         Iluminação Rheinberg - trata-se de uma configuração semelhante ao do campo escuro, mas que usa uma série de filtros para produzir uma "coloração óptica" do espécime. 
As técnicas que serão mostradas abaixo usam os mesmos princípios básicos da iluminação Rheinberg e conseguem resultados distintos usando componentes ópticos diferentes. A idéia básica envolve a divisão do feixe de luz em dois caminhos que iluminam o espécime. As ondas de luz que passam através de estruturas densas no interior do espécime têm a velocidade diminuída, comparativamente com aquelas que passam por estruturas menos densas. Como todas as ondas de luz são coletadas e transmitidas para a ocular, elas se recombinam de modo que acabam por interferir umas com as outras. Os padrões de interferência fornecem contraste: podem mostrar áreas escuras (mais densas) contra um plano de fundo claro (menos denso) ou criar um tipo de falsa imagem tridimensional (3D).
·         Contraste de fase - é a melhor técnica para examinar espécimes vivos (como células cultivadas, por exemplo).

Trajeto da luz em um microscópio de contraste de fase 
Em um microscópio de contraste de fase, a luz é separada pelos anéis anulares na objetiva e pelo condensador. A luz que passa através da parte central do trajeto de luz é recombinada com a luz que se propaga em torno da periferia do espécime. A interferência produzida por esses dois trajetos produz imagens nas quais as estruturas densas aparecem mais escuras do que o fundo. 
·         Contraste de interferência diferencial (DIC) - o DIC usa filtrospolarizadores e prismas para separar e recombinar trajetos de luz dando ao espécimeuma aparência tridimensional. O DIC também é chamado de Nomarski, em homenagem ao homem que o inventou.
·         Contraste de modulação Hoffman- é semelhante ao DIC, exceto pelo fato de usar placas com pequenas fendas no eixo do trajeto da luz, assim como fora dele, produzindo dois conjuntos de ondas de luz que passam através do espécime. Como anteriormente, é formada uma imagem em 3D. 
·         Polarização - o microscópio de luz polarizada usa um polarizador de cada lado do espécime posicionados ortogonalmente, de tal forma que somente a luz que passe através do espécime alcance a ocular. A luz é polarizada em um plano à medida que passa através do primeiro filtro e alcança o espécime. Partes padronizadas ou cristalinas do espécime, com espaçamento regular, giram a luz passando através delas. Uma porção dessa luz que foi girada passa através do segundo filtro de polarização, de modo que essas áreas regularmente espaçadas mostram brilho contra um plano de fundo escuro. 
·         Fluorescência - este tipo de microscópio usa luz de comprimento de onda curto e de alta energia (normalmente ultravioleta) para excitação de elétrons dentro de algumas moléculas no interior do espécime, fazendo com que esses elétrons mudem para órbitas com mais energia. Quando voltam para seus níveis de energia iniciais, emitem luz com menos energia e comprimento de onda maior (geralmente no espectro visível) formando, dessa maneira, a imagem.

Pteridófitas


VEGETAL VASCULAR, PRODUTOR DE ESPOROS, HABITANDO AMBIENTES ÚMIDOS E REPRODUZINDO POR MECANISMO DE METAGÊNESE.
   Samambaia, nome comum aos membros de uma divisão de plantas criptógamas (produtoras de esporos). As samambaias arborescentes, como a samambaiaçu, são também chamadas de fetos e formam troncos rematados por uma fronde. Esses troncos costumam ser usados para fazer vasos de xaxim. Mas a maior parte das samambaias carece de tronco e as folhas brotam diretamente de um pequeno talo subterrâneo. 
   O ciclo reprodutivo das samambaias compreende duas gerações, uma assexuada e outra sexuada. A assexuada ou esporófito corresponde à planta verde da samambaia tal como é conhecida. Sobre suas folhas, formam-se grupos de estruturas portadoras de esporos chamadas esporângios, dispostas em pequenas formações de cor castanha denominadas soros. 
   Quando um esporo cai num lugar que reúne as condições apropriadas de calor e umidade, começa a germinar e se transforma numa pequena samambaia sexuada, chamada prótalo. O prótalo é o gametófito: uma estrutura pequena, na qual encontram-se os órgãos sexuais (o feminino ou arquegônio e o masculino ou anterídio). De cada prótalo surge apenas um esporófito; quando a planta inicia seu desenvolvimento, o prótalo do qual surgiu morre.
As pteridófitas, tendo as samambaias como representantes mais conhecidos, são o primeiro grupo de plantas a possuir tecidos condutores.
O caule das pteridófitas normalmente é subterrâneo, e é chamado de rizoma. As folhas, normalmente muito longas, são dividas em folíolos. São nas folhas que aparecerem os soros, unidades de reprodução que formam vários pontinhos pretos nas folhas (dê uma espiada naquela samambaia da sua avó!).


O ciclo de vida das pteridófitas é haplodiplobionte, mas ao contrário das briófitas, a geração diplóide dessa planta é mais duradoura do que a haplóide. (dúvidas sobre ciclo de vida? acesse a aula de briófitas!).
O esporófito (2n) é o que produz os soros, que é o local onde são formados os esporos (n) por meiose. O esporo cresce formando o gametófito (n), também chamado de protalo, com aspecto de um coração. Aqui, mas uma novidade: o protalo produz por mitose tanto anterozóides (equivalente a espermatozóides) como oosferas (equivalente a óvulos) - Lembre-se que nas briófitas existiam gametófitos masculinos e femininos separadamente, aqui o gametófito é hermafrodita.
Os órgãos reprodutores, anterídios e arquegônios, ficam na face virada para o solo, e, na presença de água, liberam os gametas masculinos (anterozóides) que nadam até os femininos (oosferas), formando novamente o esporófito, que nada mais é do que a samambaia adulta.

Esporófito (2n) --> esporos (n) formados no soro --> Gametófito ou protalo (n) --> gametas (n) --> Esporófito (2n) ou samambaia adulta  --> meiose --> mitose 

Importância ecológica dos musgos



 Briófitos, termo genérico que se aplica a cerca de 22.000 espécies de plantas pequenas, que crescem geralmente em locais úmidos, sobre o solo, troncos de árvores e rochas. São plantas embrionárias não vasculares (sem vasos condutores) que incluem musgos, hepáticas e antocerotáceas. Todas as espécies de briófitas caracterizam-se pela alternância de gerações.
   Musgos, nome comum de alguns dos membros de uma divisão de plantas distribuídas por todo o mundo. Crescem sobre solo, pedra e cascas de plantas e em turfeiras e riachos rasos. Quase todos são formados por caules e folhas pequenas e delgadas, sem tecido vascular. Carecem de verdadeiras raízes, mas têm uma estrutura filamentosa, chamada de rizóide, encarregada das funções de fixação subterrânea e condução de nutrientes. Os órgãos de reprodução sexual encontram-se no gametófito, que é uma planta de vida independente. Quando é produzida a fecundação, o óvulo cresce e se transforma em esporófito. Este consta de base ou pé, embebido no tecido gametofítico, caules e cápsula terminal que contém numerosos esporos. Estes germinam para formar o gametófito.

·         Por que os musgos são tão pequenos?
Os musgos são plantas terrestres pluricelulares e clorofiladas que apresentam raiz, caule, folhas muito simples e ausência de vasos condutores. Estas características permitem que tenham metabolismo lento e pequeno porte. O seu tamanho varia de 1 a 4 centímetros, embora algumas espécies, em ambientes propícios, cheguem a medir 1 metro. Habitam todas as regiões do mundo. A maioria dos musgos, entretanto, vive preferencialmente em regiões temperadas e tropicais.

·         Como são os musgos?
O corpo dos musgos tem pequenas raízes ou rizóides, que servem para manter a planta fixa ao substrato. Apresenta também um eixo com alguma ramificação, o caulóide, e folhinhas chamadas filóides. Essas estruturas são formadas por uma ou mais camadas de células. Os musgos são considerados vegetais mais complexos do que as algas (talófitas), porém muito mais simples do que os restantes vegetais.
·         O pequeno tamanho dos musgos
Os musgos possuem corpo simples, constituído por células iguais, sem tecidos especializados para a absorção e transporte da água e das substâncias nutritivas para a planta toda. Por isso, o líquido é absorvido pelas células da superfície da planta, passando de uma para outra, junto com os nutrientes. Esse transporte é lento e imperfeito, pois só permite atingir um número reduzido de células, razão pela qual os musgos são tão pequenos.
·         Por que é que os musgos vivem em lugares húmidos?
Como as células não apresentam nenhuma cobertura impermeável, os musgos perdem água facilmente. Quando a planta se desidrata, fica inactiva. Adquire então um aspecto seco e retorcido, muito diferente do habitual. Para evitar esses períodos de inactividade, a maioria dos musgos vive em lugares abundantes em água.
·         Importância dos musgos
Apesar do aspecto modesto, os musgos têm grande importância para os ecossistemas. Juntamente com os líquenes, os musgos foram as primeiras plantas a crescer sobre rochas, as quais desgastam por meio de substâncias produzidas por sua atividade biológica. Desse modo, permitem que, depois deles, outros vegetais possam crescer sobre essas rochas. Daí o seu importante papel nas primeiras etapas de formação dos solos. E uma vez que reduzem o processo erosivo, atuam como reservatórios de água e nutrientes oferecem abrigo a micro-organismos e são viveiros para outras plantas em processo de sucessão e regeneração.

Briófitas
Briófitas (do gergo bryon: 'musgo'; e phyton: 'planta') são plantas pequenas, geralmente com alguns poucos centímetros de altura, que vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados.
O corpo do musgo é formado basicamente de três partes ou estruturas:
  • rizoides - filamentos que fixam a planta no ambiente em que ela vive e absorvem a água e os sais minerais disponíveis nesse ambiente;
  • cauloide - pequena haste de onde partem os filoides;
  • filoides -estruturas clorofiladas e capazes de fazer fotossíntese.
 
Estrutura das briófitas
 Essas estruturas são chamadas de rizoides, cauloides e filoides porque não têm a mesma organização de raízes, caules e folhas dos demais grupos de plantas (a partir das pteridófitas). Faltam-lhes, por exemplo, vasos condutores especializados no transporte de nutrientes, como a água. Na organização das raízes, caules e folhas verdadeiras verifica-se a presença de vasos condutores de nutrientes.
Devido a ausência de vasos condutores de nutrientes, a água absorvida do ambiente e é transportada nessas plantas de célula para célula, ao longo do corpo do vegetal. Esse tipo de transporte é relativamente lento e limita o desenvolvimento de plantas de grande porte. Assim, as briófitas são sempre pequenas, baixas.
Acompanhe o raciocínio: se uma planta terrestre de grande porte não possuísse vasos condutores, a água demoraria muito para chegar até as folhas. Nesse caso, especialmente nos dias quentes - quando as folhas geralmente transpiram muito e perdem grande quantidade de água para o meio ambiente -, elas ficariam desidratadas (secariam) e a planta morreria. Assim, toda a planta alta possui vasos condutores.

Hepática 

Mas nem todas as plantas que possuem vasos condutores são altas; o capim, por exemplo, possui  vasos condutores e possui pequeno porte. Entretanto, uma coisa é certa: se a planta terrestre não apresenta vasos condutores, ela terá pequeno porte e viverá em ambientes preferencialmente úmidos e sombreados.
Musgos e hepáticas são os principais representantes das briófitas. O nome hepáticas vem do grego hepathos, que significa 'fígado'; essas plantas são assim chamadas porque o corpo delas lembra a forma de um fígado.
Os musgos são plantas eretas; as hepáticas crescem "deitadas" no solo. Algumas briófitas vivem em água doce, mas não se conhece nenhuma espécie marinha.

Reprodução das briófitas
Para explicar como as briófitas se reproduzem, tomaremos como modelo o musgo mimoso. Observe o esquema abaixo.
Os musgos verdes que vemos num solo úmido, por exemplo, sãoplantas sexuadas que representam a fase chamada gametófito, isto é, a fase produtora de gametas.
Nas briófitas, os gametófitos em geral têm sexos separados. Em certas épocas, os gametófitos produzem uma pequena estrutura, geralmente na região apical - onde terminam os filoides. Ali os gametas são produzidos. Os gametófitos masculinos produzem gametas móveis, com flagelos: os anterozoides. Já os gametófitos femininos produzem gametas imóveis, chamados oosferas. Uma vez produzidos na planta masculina, os anterozoides podem ser levados até uma planta feminina com pingos de água da chuva que caem e respingam.


Na planta feminina, os anterozoides nadam em direção à oosfera; da união entre um anterozoide e uma oosfera surge o zigoto, que se desenvolve e forma um embrião sobre a planta feminina. Em seguida, o embrião se desenvolve e origina uma fase assexuada chamada esporófito, isto é, a fase produtora de esporos.

No esporófito possui uma haste e uma cápsula. No interior da cápsula formam-se os esporos. Quando maduros, os esporos são liberados e podem germinar no solo úmido. Cada esporo, então, pode se desenvolver e originar um novo musgo verde - a fase sexuada chamada gametófito.
Como você pode perceber, as briófitas dependem da água para a reprodução, pois os anterozoides precisam dela para se deslocar e alcançar a oosfera.
O musgo verde, clorofilado, constitui, como vimos, a fase denominada gametófito, considerada duradoura porque o musgo se mantém vivo após a produção de gametas. Já a fase denominada esporófito não tem clorofila; ela é nutrida pela planta feminina sobre a qual cresce. O esporófito é considerado uma fase passageira porque morre logo após produzir esporos.  

Uso medicinal das flores

FARMÁCIA NATURAL
 A utilização das plantas medicinais é uma das mais antigas armas empregadas para o tratamento das enfermidades humanas e muito já se conhece a respeito de seu uso por parte da sabedoria popular. Com os avanços científicos, esta prática milenar perdeu espaço para os medicamentos sintéticos, entretanto, o alto custo destes fármacos e os efeitos colaterais apresentados contribuíram para o ressurgimento da fitoterapia (terapia através das plantas).
No Brasil, a utilização de plantas como meio curativo é uma atividade altamente difundida e popular, às vezes, empregada de maneira equivocada e até mesmo malévola, afinal muitas plantas possuem princípios tóxicos e o seu uso indiscriminado pode causar sérios problemas.
Com a evolução da Ciência e da Pesquisa e decorrente descoberta de fórmulas químicas, a humanidade atraída pelos resultados e impelida pela publicidade e estratégias de interesses econômicos, tem deixado a segundo plano a tradição milenar do uso das plantas medicinais. Devemos acolher com entusiasmo as descobertas dos cientistas que criam, refletindo o gesto divino da Criação, mas sem esquecer o que Deus já criou, o grande laboratório colocado a disposição do homem: a natureza, para que busquemos nela as fontes saudáveis de visa. “e Deus criou a natureza e viu que tudo isto era bom”. (Gen.I, 11-12).
Você agricultor, muitas vezes longe da assistência médica, mas tão próximo desta farmácia natural, muito da qual você já conhece, se informe, se integre e habitue-se a usar para si e para a família estas humildes plantinhas consideradas muitas vezes como "inço".
Vamos nos integrar num mutirão e usufruir gratuitamente desta grande e diversificada farmácia onde, com certeza, existe um remédio para prevenir ou curar qualquer tipo de doença. Deus plantou e deu inteligência ao homem.

Consideradas como crendice pelos médicos do passado, a fitoterapia tem hoje o devido reconhecimento da ciência moderna. Além disso, muitos dos remédios chamados de “alopáticos” que consumimos hoje, para tratar inúmeras doenças, têm em sua composição algum tipo de elemento derivado de plantas. Alguns deles chegam a ser inteiramente oriundos de princípios ativos descobertos inicialmente em plantas e só depois sintetizados em larga escala nos laboratórios.
Abaixo indicaremos algumas flores que são usadas para tratar doenças do corpo e da alma, desde tempos imemoriais e gostaríamos de ressaltar que seus usos só podem ser permitidos através da correta orientação de um médico fitoterapeuta ou de pessoas devidamente capacitadas e autorizadas a prescrevê-las. Lembre-se que o fato de serem flores e produtos da natureza não as exime do perigo e de conterem substâncias que podem matar ou provocar graves efeitos colaterais. Portanto, esse artigo é meramente educativo e não tem o intuito de prescrever medicações e nem de apontar qualquer uso desta ou daquela substância para o tratamento de uma doença. As doses variam de pessoa para pessoa e devem ser calculadas sempre se levando em consideração os remédios que você já toma no seu dia a dia e todo o seu histórico médico.Vejam:

Rosas
As rosas têm propriedades bem conhecidas no tratamento de afecções da boca, da garganta e de todo o trato digestivo. Era muito usada contra as diarreias e no tratamento de úlceras.
Artemísia
Pode ser usada contra vermes, contra vômitos e como antiespasmodico.
Camomila
Tem propriedades calmantes e era muito usada também no clareamento dos cabelos. Tem também a função de regulador gastrointestinal, antiespasmodica, vermífuga, atisséptica e analgésica.
Sálvia
Possui propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias e antissépticas.
Capuchinha
Tem propriedades fantásticas contra as anemias e as fraquezas em geral. Rica em vitamina “C”, cálcio, ferro, caroteno e enxofre. É ainda, reguladora do ciclo menstrual, combate infecções urinárias e afrodisíaca.
Alfazema
Possui propriedades calmantes e sedativas, usada para equilibrar o sistema nervoso central. Deve ser consumida com cuidado porque pode provocar convulsões.
Angélica
Útil e muito usada como combatente da enxaqueca, como depuradora do sangue, depressão, debilidade geral com falta de apetite.
Amor-Perfeito
Combate à febre e é usado também como cicatrizante, laxante, cicatrizante, diurético, anti-inflamatório, depurativo do sangue e fuidificante sanguíneo.
Lavanda
Possui propriedades que atuam no alívio da insônia, da tensão nervosa, do cansaço generalizado e na depressão; também tem ação reconhecida contra problemas de pele e maus cheiros corporais. Reduz cicatrizes e pode ser usadas em queimaduras e em picadas de insetos como antisséptico.
Vale reforçar o aviso. Plantas e flores são belos prodígios da natureza, mas seu uso equivocado pode causar a morte ou problemas graves de saúde.

Medicina natural baseada no uso de plantas aromáticas com fins terapêuticos. Conheça seu princípio, sua prática, benefícios e contra-indicações.
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro está localizado precisamente no bairro que leva seu nome: Jardim Botânico, e está localizado na zona sul da cidade maravilhosa (veja o mapa com a localização abaixo).
O que são óleos essenciais ?
O óleo essencial é o líquido obtido de uma planta, através de destilação ou extração química por solventes.
Planta medicinal utilizada contra a celulite, geralmente apresentada em forma de cápsulas.
Planta medicinal utilizada principalmente contra a hiperplasia benigna da próstata.
O absinto é uma planta medicinal que favorece a digestão e pode ser freqüentemente encontrada em forma de infusão ou decocção. 
Açafrão: Planta medicinal com forte efeito antioxidante, tendo uma ação preventiva contra o câncer, pode ser encontrada em pó ou em cápsulas.
Planta medicinal com efeito antioxidante, vasodilatador, antiinflamatório, tônico, energético, entre outros.
Planta medicinal originária da América do Sul, muito rica em vitamina C, que exerce um efeito preventivo e curativo em caso de doenças infecciosas.
Planta medicinal laxante utilizada em caso de prisão de ventre ou distúrbios digestivos.
O agnocasto é uma planta medicinal utilizada contra a dismenorréia (cólicas menstruais) que pode ser encontrada frequentemente em forma de cápsulas.
Planta medicinal com efeito diurético, utilizada em caso de cistite, pode ser utilizada em forma de infusão à base de grãos.
Planta medicinal protetora do fígado, utilizada contra problemas hepáticos como os cálculos biliares, má digestão, cirrose e colesterol alto.
Planta medicinal expectorante utilizada principalmente em caso de tosse ou catarro.
Alecrim, planta medicinal diurética, aromática, antioxidante e anti-reumatismal, apresentada quase sempre em forma de infusão ou em pomadas. 
Planta Medicinal utilizada em uso interno para tratar a ansiedade e em uso externo para desinfetar os ferimentos leves.
Planta medicinal utilizada contra ateriosclerose e contra a hipertensão.
O alho de urso é uma planta medicinal utilizada contra a arteriosclerose e a hipertensão e pode ser encontrada em forma de cápsulas ou gotas.
Planta medicinal antiinflamatória e desinfetante utilizada para feridas e queimaduras, também conhecida como babosa.
Planta Medicinal de propriedades adstringentes, utilizadas em casos de diarréia benigna ou menstruações dolorosas, é apresentada quase sempre em forma de infusões (chás).
Altéia: planta medicinal béquica utilizada contra a tosse e como mordedor para as crianças. Ela é geralmente encontrada em infusão (chá) ou em raíz seca.
Amora-preta: planta medicinal com efeito adstringente, indicada para combater as diarréias, ela pode ser encontrada geralmente em infusão.
Planta medicinal com efeito espasmódico e tônico, utilizados principalmente em casos de espasmos digestivos e fadiga.
Anis-estrelado: Planta Medicinal utilizada contra problemas digestivos e em particular contra gases. É apresentada quase sempre em forma de infusão.
Arando vermelho: planta medicinal utilizada principalmente na prevenção e como desinfetante das vias urinárias (por ex. cistite). Pode ser encontrada frequentemente como suco.
Argânia: planta (medicinal) utilizada principalmente em forma de óleo, para diversos usos cosméticos e dermatológicos.